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Carnaval de Salvador termina sem morte e com 1,7 milhão de foliões nas ruas

Vitor Santos e Kleber Lobo/Ag.FPontes/Divulgação
Um dos principais e mais importantes blocos do Carnaval de Salvador, As Muquiranas desfila pelo circuito Campo Grande, em Salvador Imagem: Vitor Santos e Kleber Lobo/Ag.FPontes/Divulgação

Alexandre Santos

Colaboração para o UOL, de Salvador

2019-03-06T17:32:40

06/03/2019 17h32

A prefeitura de Salvador divulgou hoje que o Carnaval 2019 obteve a maior participação popular de sua história, com um público estimado em 1,7 milhão de pessoas nas ruas em seis dias de festa.

O número de visitantes também supera o de anos anteriores: no total, 850 mil turistas compareceram aos três circuitos do evento (Barra-Ondina, Campo Grande e Pelourinho).

Na rede hoteleira, a taxa de ocupação média foi de 96,3% durante todo o período -o maior índice verificado nos últimos anos. 

Os dados fazem parte do balanço apresentado pelo prefeito ACM Neto (DEM) em coletiva de imprensa no início da tarde.

Na ocasião, o gestor adiantou algumas medidas a serem adotadas para a folia de 2020, dentre as quais manutenção no número de dias do evento, sendo quatro de pré-Carnaval e seis oficiais.

No domingo (3), em entrevista a jornalistas no Campo Grande, o governador Rui Costa defendeu uma redução no calendário carnavalesco da capital. Segundo o governador, das 45 cidades apoiadas pela administração estadual no período momesco, apenas a capital baiana tem uma festa extensa.

Para ACM Neto, tal decisão só caberia ao folião. "Não é a prefeitura quem manda no número de dias de festa. É o folião. Acredito que esse é o tamanho certo. Não pode ser maior nem menor diante dos resultados que a festa traz para a cidade", afirmou o prefeito.

Ao defender o modelo atual, ACM Neto afirmou que, somente no pré-Carnaval, foram cerca de 3,5 milhões de pessoas nas ruas, além de 1,5 milhões na folia dos bairros e outras 18 mil na estreia da programação no Rio Vermelho, palco de atrações durante três dias. 

Questionado sobre um possível esvaziamento no circuito Campo Grande em relação ao circuito Barra-Ondina, o prefeito reconheceu que há uma migração de blocos de trio para região da orla, o que, segundo ele, gera uma sobrecarga de foliões atrás dos artistas de renome naquela área.

Para tentar garantir o equilíbrio da festa no próximo ano, o último de sua atual gestão, ele promete conversar com empresários, artistas e entidades envolvidas no Carnaval. 

"O diferencial realmente é a nossa gente. O sentimento é de dever cumprido. Não somos perfeitos, não fizemos tudo certo, mas certamente fizemos o melhor", avaliou ACM Neto.

Francisco Cepeda/AgNews
De volta ao Carnaval, Ivete Sangalo foi uma das artistas que arrastaram multidão em seu bloco em Salvador Imagem: Francisco Cepeda/AgNews

Carnaval sem morte

Em balanço também apresentado hoje, a SSP (Secretaria Pública Segurança Pública) informou que, assim como no Carnaval do ano passado, a folia momesca de 2019 em Salvador terminou sem registro de morte nos três circuitos da festa.

O órgão, porém, contabilizou 117 casos de lesão corporal leve e 12 de lesão corporal grave nos circuitos do evento.

Houve 891 ocorrências de furto e 121 de roubo, o que resultou num crescimento de 32% no número de ocorrências, em comparação com 2018.

Foram registrados ainda dez casos de violência doméstica, seis casos de importunação sexual, além um registro por injúria racial e um por homofobia.

Ao todo, cerca de 26 mil policiais trabalharam nas ruas da capital. 

Cerca de 3 milhões de rostos foram identificados por equipamentos de reconhecimento facial, tecnologia usada pela primeira vez no Carnaval. 

Em um dos casos, Marcos Vinícius de Jesus Neri, foragido da Justiça, foi detectado e preso.

"Comemoramos mais um ano sem mortes, porém notamos a criminalidade buscando outras formas de entrar nos circuitos com armas. Aperfeiçoaremos as ações de combate e repressão neste sentido, em 2020", disse Maurício Barbosa, titular da SSP.

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