Violência no Rio

Em 5 meses, mortes pela polícia aumentam 38% durante intervenção federal no Rio

Do UOL, no Rio

  • Luis Kawaguti/UOL

    28.jun.2018 - Policiais da UPP do Morro dos Macacos (zona norte) participam de operação no local

    28.jun.2018 - Policiais da UPP do Morro dos Macacos (zona norte) participam de operação no local

O número de mortes provocadas por ações policiais no estado do Rio de Janeiro aumentou 38% nos cinco primeiros meses completos de intervenção federal no Rio de Janeiro, segundo dados divulgados pelo ISP (Instituto de Segurança Pública). No mesmo período do ano passado, foram registradas 460 mortes contra 636 entre março e julho deste ano (dado mais recente). A intervenção federal na segurança, decretada em 16 de fevereiro e prevista para durar até 31 de dezembro, completa seis meses amanhã.

No mesmo período, o número de roubos caiu 8,5% e o de homicídios subiu 3%, segundo dados do ISP divulgados na terça-feira (14).

Entre março e julho foram registrados 99.380 casos de roubo no estado --9.257 casos a menos que o registrado entre março e julho de 2017 (queda de 8,5%). O indicador inclui roubos de rua, em comércios, casas e ônibus, roubos a bancos e caixas eletrônicos, de veículos, de carga, de celulares e de bicicletas.

Já os homicídios durante o período de intervenção chegaram a 2.185 --62 a mais do que nos cinco meses do ano passado (aumento de 3%).

Fontes ligadas à intervenção federal interpretam o aumento da letalidade policial como uma consequência de ações mais fortes contra o crime organizado, que estariam tentando resistir às ações das forças de segurança para retomar áreas conflagradas. Críticos dizem que a polícia estaria agindo com mais violência.

Os roubos de veículos, por sua vez, registraram queda de 8,5%, passando de 23.991 entre março e julho de 2017 para 21.929 no mesmo período deste ano.

Para a Secretaria de Segurança, a redução de roubos de veículos é considerada prioridade porque carros ou motos roubados também são usados para praticar outros crimes. O secretário Richard Nunes já afirmou que a diminuição desse índice pode ajudar a combater outras modalidades criminosas.

Na comparação de julho com março, o primeiro mês completo da intervenção, as quedas de índices criminais se deram de forma mais acentuada, segundo os dados do ISP --homicídios (-19%), roubos (-13%) e roubos de veículos (-34%). Já as mortes provocadas por ações policiais cresceram 18% desde o início da intervenção.

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