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Miss venezuelana morre após ser baleada na cabeça durante protesto

Génesis Carmona é levada de moto a um hospital após ter sido baleada na cabeça - Reprodução
Génesis Carmona é levada de moto a um hospital após ter sido baleada na cabeça Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

19/02/2014 12h52Atualizada em 19/02/2014 19h15

Uma estudante de 22 anos morreu nesta quarta-feira (19) após ser atingida por um tiro na cabeça durante uma manifestação contra o governo ontem, em Valência, na Venezuela. Ela foi a quinta vítima da onda de protestos pró e antigoverno no país. No final da tarde de hoje, o ministro do Interior, Miguel Rodríguez, confirmou uma nova morte nas manifestações que sacodem o país, com o que aumenta para seis o número de vítimas nos protestos.

Genesis Carmona cursava marketing na Universidad Tecnológica del Centro (Unitec) e era Miss Turismo Carabobo 2013.

"Foi operada ontem, mas sua evolução não foi satisfatória. Morreu hoje às 12h15 locais (13h45 de Brasília)", disse à agência Efe o médico Carlos Rosales, chefe da Unidade de Terapia Intensiva da Clínica Guerra Méndez de Valência, onde Carmona permanecia hospitalizada.

  • Génesis Carmona, 22, era estudante de marketing e venceu o Miss Turismo Carabobo 2013

Carmona levou o tiro durante um protesto em Valência, em um dia marcado em nível nacional por uma mobilização em Caracas em apoio do dirigente opositor Leopoldo López, que se entregou à Justiça após ser acusado de promover os incidentes que aconteceram no país na última semana.

A miss estava internada com um quadro de edema cerebral. Ela chegou a ser submetida a uma operação de emergência, mas a bala não pôde ser retirada.

Em uma imagem comovente que correu o mundo, a miss aparece desmaiada sendo socorrida de moto.

Imagens da miss entubada e de uma suposta radiografia do crânio da miss ainda com a bala alojada estão circulando nas redes sociais, mas a veracidade das fotos não foi confirmada.

"Até quando vamos viver assim? Até quando vamos aguentar essa pressão? Até quando vamos suportar isso, que nos matem?", disse um de seus familiares à Reuters por telefone. "Faltava um semestre para ela se formar", lamentou.

Ontem (18), um ato de estudantes opositores em Valencia terminou em distúrbios, que, segundo a imprensa local, deixaram pelo menos oito feridos a tiros, entre eles Carmona, depois de um ataque praticado por um grupo de homens armados.

Desde que a onda de protestos começou, cinco pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em várias partes do país.

A Venezuela vive um clima de tensão após vários dias de protestos contra o governo do presidente Nicolás Maduro, que denunciou um plano da oposição para tirá-lo do poder. (Com agências internacionais)

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