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Ex-rapper é um dos suspeitos de decapitar jornalista dos EUA, diz jornal

Abdel-Majed Badel Bary, 23, é um dos suspeitos de ter decapitado o jornalista norte-americano James Foley - Reprodução/Daily Mail
Abdel-Majed Badel Bary, 23, é um dos suspeitos de ter decapitado o jornalista norte-americano James Foley Imagem: Reprodução/Daily Mail

Do UOL, em São Paulo

24/08/2014 20h54Atualizada em 25/08/2014 07h35

Os serviços secretos do Reino Unido identificaram três britânicos jihadistas que teriam participado da decapitação do jornalista norte-americano James Foley. Um deles é um ex-rapper chamado Abdel-Majed Abdel Bary, 23, segundo o jornal britânico “Daily Mail”.

De acordo com a publicação, Bary é conhecido como “Jihadi John” e era considerado uma promessa do rap em Londres. Na cidade, ele se apresentava como “L Jinny”. O jovem deixou a casa de seus pais no bairro de Maida Vale, no oeste da capital britânica, no ano passado.

O jornal teve acesso a imagens de 2012 de um perfil do Facebook, que já foi removido. Nelas, Bary aparece usando roupas de marcas ocidentais e em outras o jovem veste roupas militares e ostenta armas de combate, como um rifle AR-15 e um fuzil M16.

Em uma de suas publicações, ele faz defesa de grupos islâmicos fundamentalistas. “Aqueles que se esforçam em defender a liberdade de mulheres indefesas e crianças são estereotipados como extremistas e terroristas”, escreveu.

Acredita-se que os três suspeitos de ter matado Foley, diz o “Daily Mail”, vivem em Raqqa (Síria). Os outros dois britânicos que fazem parte do grupo são Abu Hassain Al-Britani, 20, e Abu Abdullah Al-Britani, 20. Todos eles são chamados por seus companheiros de “John”.

O aparente assassinato de Foley, 40, e que foi sequestrado na Síria em novembro de 2012, foi divulgado em um vídeo em fóruns jihadistas pelo grupo Estado Islâmico (EI), no qual é possível ouvir o suposto executor da decapitação do jornalista falar em inglês com sotaque de Londres.

Entenda a violência no Iraque

  • O que está acontecendo?

    Desde que as tropas americanas saíram do Iraque, em 2011, o grupo islâmico EI vem rapidamente ocupando cidades do país. Desde junho, já tomou Mosul, segunda maior cidade e bastião da resistência à ocupação dos EUA e aliados, e partes de Tikrit, cidade de Saddam Hussein próxima da capital Bagdá

  • Quem está atacando?

    O EI (Estado Islâmico), um grupo islamita sunita que surgiu da união de diversos grupos que lutaram contra a ocupação do Iraque pelos EUA e que recentemente criou um califado nas áreas sob o seu controle no Iraque e no Levante (parte de Síria e Líbano). Seu principal líder foi Al-Zarqawi, morto em 2006. Hoje a liderança tem vários nomes, mas o principal é Al-Baghdadi

  • O que é um califado?

    É uma forma de governo centrada na figura do califa, que seria um sucessor da autoridade política do profeta Maomé, com atribuições de chefe de Estado e líder político do mundo islâmico. O Estado, que seguiria rigorosamente a lei do Islã, compreenderia a região entre o mar Mediterrâneo e o rio Tigre

  • Qual a força do EI?

    O grupo, que recebe grandes doações ocultas de dinheiro, tem milhares de militantes, inclusive "jihadistas" americanos e europeus, e se aproveita da disputa entre o governo de Maliki, apoiado pelos xiitas, e a minoria sunita para conquistar espaço. Acredita-se que seja patrocinado por governos da região. Embora seja considerado um braço da Al-Qaeda, se rebelou e foi expulso pelo líder Al-Zawahiri

  • Qual o papel dos EUA?

    Alegando risco de genocídio, o presidente dos EUA, Barack Obama, determinou o bombardeio de áreas controladas pelos militantes do EI no norte do país. Os EUA também estão fornecendo armas e munição aos curdos para que combatam o movimento

  • Quem está na mira do EI?

    Cerca de 50 mil membros da minoria yazidi, que estão isolados em montanhas no noroeste do Iraque, sem comida nem água, depois de terem fugido de suas casas, e cristãos, que chegaram a ser crucificados. Mulheres tem sido forçadas a se submeter à mutilação genital e usar véus cobrindo o corpo inteiro

  • O Iraque pode se dividir?

    Apesar de o governo central de Bagdá ainda controlar oficialmente as províncias do país, é possível que haja a fragmentação em ao menos três territórios. Isso porque a divisão do Iraque entre árabes sunitas, xiitas e curdos já está bem avançada

(Com agências internacionais)

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