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Caso Marielle

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9 meses

MP criará força-tarefa para investigar Caso Marielle

Vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram mortos em março de 2018 - Mário Vasconcellos/CMRJ
Vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram mortos em março de 2018 Imagem: Mário Vasconcellos/CMRJ

Igor Mello

Do UOL, no Rio

04/03/2021 11h52Atualizada em 04/03/2021 17h00

O procurador-geral de Justiça do Rio, Luciano Oliveira Mattos de Souza, anunciou hoje a criação de uma força-tarefa no MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) para concluir as investigações sobre a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista Anderson Gomes.

A promotora Simone Sibilio, que coordenou as investigações no Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado) do MP-RJ, chefiará a força-tarefa. A promotora Letícia Emile, que também atuou na investigação, estará na equipe.

"A força-tarefa é específica para esse caso e outros que tangenciam a investigação. São no total de 14 a 15 procedimentos", afirmou Mattos de Souza, que assumiu o comando do MP-RJ em janeiro.

Segundo ele, haverá um terceiro nome que vai compor a equipe para atuar no caso. O procurador-geral também disse que será oferecida uma estrutura de apoio de investigação internas. "Os detalhes serão delineados mais à frente, porque faremos o ato formal de instalação."

Os três promotores designados se dedicarão exclusivamente à apuração dos homicídios. Anteriormente, quando comandava o Gaeco, Simone Sibilio atuava simultaneamente em outros casos, como investigações complexas sobre milícias.

A vereadora do PSOL e seu motorista foram mortos em 14 de março de 2018 em uma emboscada na região central do Rio. Três anos após o atentado, os investigadores ainda não apontaram quem foi o mandante do crime.

São acusados da execução dos assassinatos o policial militar reformado Ronnie Lessa (apontado como o atirador) e o ex-PM Élcio Vieira de Queiroz (apontado como motorista do carro envolvido no crime). Presos há dois anos, eles vão a júri popular.

MP-RJ encerra grupo que investigou Flávio Bolsonaro

O MP-RJ também anunciou hoje que decidiu encerrar as atividades do Gaecc (Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção), responsável por investigar o suposto esquema de corrupção envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). Mattos de Souza repassou as atribuições do Gaecc para o Gaeco.

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