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Internacional

Após Israel retomar ofensiva, Hamas aceita nova trégua de 24h em Gaza

Do UOL, em São Paulo

27/07/2014 08h20Atualizada em 27/07/2014 13h25

Após a retomada da ofensiva israelense contra Gaza neste domingo (27), o grupo islamita Hamas aceitou a oferta para uma trégua humanitária de 24 horas.

Pouco depois, o primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou o pedido de cessar-fogo. "Eles violaram seu próprio cessar-fogo. Dispararam mísseis logo após anunciarem que queriam uma pausa humanitária", disse em entrevista à rede norte-americana CNN.  

O novo cessar-fogo começaria às 14h no horário local (8h no horário de Brasília). "Em resposta à proposta da ONU (...) foi acordado entre os movimentos da resistência uma trégua humanitária de 24 horas começando às 14h locais", afirmou em um comunicado o porta-voz do movimento islamita palestino, Sami Abu Zuhri.

Antes, o Exército de Israel informou que havia suspendido a trégua com o Hamas na faixa de Gaza após "disparos incessantes de mísseis" do movimento islâmico.

De acordo com o anúncio, cerca de doze mísseis foram atirados no domingo contra o país, sem deixar feridos, e, em retaliação, o Exército iria "continuar sua ação aérea, naval e terrestre na faixa de Gaza".

Ao menos oito palestinos morreram na região desde que a ofensiva israelense foi retomada, segundo os serviços de emergência.

Inicialmente, Hamas rejeitou a trégua

O gabinete de segurança de Israel havia aprovado uma proposta feita pela ONU (Organização das Nações Unidas) de que a trégua humanitária deste sábado (26) fosse estendida por mais 24 horas, segundo porta-voz das Forças Armadas, o coronel Peter Lerner. O Hamas já havia rejeitado a medida e manteve os disparos de foguetes.

A trégua unilateral de Israel deveria ocorrer até a meia-noite no horário local (18h de Brasília) deste domingo. Israel havia avisado que, durante o período, as Forças Armadas continuariam em missão terrestre e poderiam responder caso fossem atacadas pelos radicais islâmicos. (Com agências internacionais)

Entenda a ofensiva de Israel em Gaza

  • Como o novo conflito começou?

    A tensão aumentou drasticamente após o sequestro de 3 jovens israelenses na Cisjordânia, em junho. Israel então fez missão de busca que prendeu 420 palestinos e matou 6 inocentes. Após 18 dias, os corpos dos jovens foram achados. Vários grupos jihadistas assumiram o crime. Mas Israel culpa o Hamas, que não se posicionou. Depois, um palestinos de 16 anos foi morto em Jerusalém por judeus radicais

  • Em qual contexto político o crime aconteceu?

    As relações entre os governos israelense e palestino já estavam tensas desde que, em abril, Hamas e Fatah anunciaram governo de unidade nas regiões autônomas palestinas. O presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse que o novo governo reconhece os acordos de paz assinados, mas Israel acha que Abbas não pode fechar acordo com Israel e, ao mesmo tempo, com o Hamas, que quer a destruição de Israel

  • Por que a área do conflito é polêmica?

    Os jovens israelenses eram de assentamentos em território palestino da Cisjordânia considerados ilegais pela ONU por violar o artigo 49 da Quarta Convenção de Genebra, de 1949, que proíbe a transferência violenta de população civil para outro Estado. Israel discorda dessa interpretação e alegando que a área nunca teria sido parte de um Estado soberano e que o acordo não se aplica ali

  • Por que a ONU fala em "emergência humanitária"?

    A ofensiva de Israel está cada vez mais sangrenta. Em poucas semanas, mais de mil palestinos foram mortos nos ataques em Gaza, inclusive dezenas de idosos e crianças. Cerca de 53 mil soldados israelenses agem em uma pequena faixa de terra de 362 km2, ondem vivem meio à extrema pobreza 1,8 milhão de palestinos. A ONU diz que mais de 3/4 das vítimas são civis e já são mais de 80 mil desabrigados

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