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Operação Lava Jato

Moreira Franco e Coronel Lima deixam PF após depoimentos e voltam a Niterói

21.mar.2019 - O ex-ministro Moreira Franco foi preso preventivamente - Alexandre Brum/Agência O Dia/Estadão Conteúdo
21.mar.2019 - O ex-ministro Moreira Franco foi preso preventivamente Imagem: Alexandre Brum/Agência O Dia/Estadão Conteúdo

Gabriel Saboia e Luis Kawaguti

Do UOL, no Rio

22/03/2019 16h13Atualizada em 22/03/2019 16h33

Um comboio de carros deixou a sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro na tarde de hoje levando o ex-governador Welington Moreira Franco e o coronel João Batista Lima, ambos suspeitos de envolvimento em um esquema de corrupção que seria chefiado pelo ex-presidente Michel Temer (MDB). Os três foram presos ontem pela Operação Lava Jato.

Moreira Franco e Batista Lima foram levados para a Superintendência da PF para prestar depoimento na manhã de hoje. Eles foram retirados do local às 15h40 e levados para uma prisão da polícia militar em Niterói, onde estão sendo mantidos em prisão preventiva. Temer está custodiado em uma sala na própria sede da PF.

Os três foram presos ontem por determinação da Justiça Federal após um pedido da Operação Lava Jato. Eles são suspeitos de envolvimento em um esquema de desvio de dinheiro público que seria destinado à construção da usina nuclear de Angra 3.

Segundo a procuradora da República Fabiana Schneider, dentre todos os dez presos ontem, apenas Moreira Franco prestou esclarecimentos. O Coronel Lima ficou em silêncio, e Temer, cuja defesa havia comunicado que também não falaria, sequer foi chamado para depor.

"Ele [Moreira Franco] negou ter pedido de propina, prestou esclarecimentos e deu a sua versão dos fatos. Chegou a reconhecer que Temer disse que Lima cuidava da Argeplan em mais de uma ocasião", relatou a procuradora.

Carlos Alberto Montenegro Gallo e Vanderlei de Natale não haviam sido chamados para depor até as 15h.

Tanto Temer quanto Moreira Franco apresentaram pedido de liberdade ao TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região). O desembargador Antonio Ivan Athié, da 1ª Turma Especializada da corte, marcou para a próxima quarta-feira (27) o julgamento dos dois pedidos e solicitou que o juiz Marcelo Bretas, que decretou a prisão de ambos, se manifeste em até 24 sobre os habeas corpus apresentados.

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