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Mulher é acusada de dar cheesecake envenenado para "sósia" para trocar identidade

Reprodução de TV/CBS
A russa Viktoria Nasyrova, 42, afirmou, em entrevista à CBS, que é inocente Imagem: Reprodução de TV/CBS

Do UOL, em São Paulo

02/03/2018 12h43

Uma russa pode ser condenada a até 25 anos de prisão por envenenar usando um cheesecake contaminado uma mulher que parecia muito com ela. Viktoria Nasyrova, 42, moradora do Brooklyn, em Nova York, é acusada de ter tentando matar sua “quase sósia” para roubar seu passaporte, dinheiro e propriedades.

De acordo com a promotoria, a ideia de Nasyrova era fazer parecer com que a mulher tivesse tentado suicídio. O caso ocorreu em agosto de 2016 e a suspeita foi presa em março do ano passado. No entanto, na última terça-feira (27), ela foi formalmente acusada na Justiça.

"Este é um crime estranho e destorcido que poderia ter resultado na morte de uma mulher no Queens, cuja única culpa era que ela compartilhava características semelhantes com a acusada", disse o promotor do distrito de Queens, Richard Brown, à Associated Press.

Nasyrova nega as acusações. No entanto, segundo a promotoria, em agosto de 2016, ela foi até a casa da vítima levando um cheesecake como presente. As duas mulheres, de acordo com Brown, têm cabelos escuros, mesma cor de pele e falam russo.

A vítima comeu o cheesecake, passou mal e se deitou. A última lembrança dela, antes de desmaiar, seria de Nasyrova sentada ao seu lado.

No dia seguinte, a vítima foi encontrada desacordada por um amigo. A mulher estava vestindo uma lingerie com pílulas espalhadas ao redor dela, como se tivesse tentando se matar. Ela foi levada a um hospital e, quando recebeu alta e voltou para casa, notou que seu passaporte, alguns outros documentos, um anel de ouro e todo seu dinheiro tinham desaparecido.

Agentes do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos examinaram o cheesecake e constataram que o doce continha um tranquilizante.

A Justiça americana também descobriu que Nasyrova é acusada de ter dopado e assassinado uma mulher na Rússia, antes de fugir para os Estados Unidos. A suspeita permanece presa e deve ser ouvida pela Justiça no próximo dia 25 de maio.