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Operação Lava Jato


Corregedor diz que arquivou 4 ações contra membros do MPF após vazamentos

07.mai.2018 - Deltan Dallagnol participa de seminário em Brasília - Tomaz Silva/Agência Brasil
07.mai.2018 - Deltan Dallagnol participa de seminário em Brasília Imagem: Tomaz Silva/Agência Brasil

Alex Tajra

Do UOL, em São Paulo

16/07/2019 21h31

O corregedor-geral do Ministério Público Federal (MPF), Oswaldo José Barbosa Silva, afirmou nesta tarde que já arquivou quatro representações contra procuradores desde os vazamentos das conversas por conta de "imprestabilidade da prova".

A informação foi divulgada após reunião realizada na tarde de hoje entre membros da Força-Tarefa da Lava Jato e a procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

Em nota, o MPF também reproduziu declaração de Barbosa, para quem "nunca houve tentativa tão agressiva de minimizar o Ministério Público".

Não foram informadas quais representações foram arquivadas, nem detalhes dos casos. A Corregedoria do MPF não respondeu aos questionamentos da reportagem do UOL.

Apoio à Lava Jato

O encontro entre Dodge e os procuradores durou três horas e foi marcado por declarações de apoio da chefe do MPF aos membros da operação.

Esteve presente o coordenador da força-tarefa em Curitiba, Deltan Dallagnol, e do procurador Roberson Pozzobon - ambos citados nas reportagens publicadas desde o início do mês passado pelo site The Intercept Brasil.

Publicadas em parceria com a Folha de S.Paulo, a revista Veja e o blogueiro do UOL Reinaldo Azevedo, as mensagens têm provocado questionamentos sobre a atuação de Deltan à frente da Lava Jato.

Hoje, o corregedor do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público), Orlando Rochadel Moreira, abriu uma investigação para apurar se há alguma irregularidade nas palestras proferidas por Dallagnol.

Ainda segundo a nota, o secretário-geral do Ministério Público da União, Alexandre Camanho, afirmou durante a reunião que os maiores investimentos realizados na Força-Tarefa foram nos últimos três anos.

"Não ultrapassamos a linha ética. Somos um grupo grande que sempre decidiu em conjunto. Sucessivas pessoas passaram por lá, a atuação era técnica e legítima", afirmou Dallagnol de acordo com o texto do MPF.

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