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Operação Lava Jato


Dallagnol falta à audiência na Câmara dos Deputados e é chamado de 'fujão'

Afonso Ferreira e Andréia Martins

Do UOL, em São Paulo

10/09/2019 15h23Atualizada em 11/09/2019 12h12

O procurador federal Deltan Dallagnol não compareceu a uma audiência pública na Câmara dos Deputados hoje que debateu o vazamento de mensagens privadas envolvendo autoridades da Operação Lava Jato. No lugar reservado a ele na comissão, foi colocada uma placa com os dizeres "Dallagnol Fujão".

Autor do requerimento que pedia a presença do chefe da força-tarefa da Lava Jato na audiência, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) disse que a falta de Dellagnol foi um "desaforo" com os brasileiros. "A ausência é um ato de desaforo dele ao Congresso Nacional e ao povo brasileiro. Já não é a primeira vez que ele é chamado para vir aqui", afirmou.

Correia também criticou o procurador por não ter enviado alguém para representá-lo na audiência. "Também não vêm sequer aqueles capazes de defender o Dallagnol. Mas como defender o Dallagnol, se nem ele próprio consegue se defender?", afirmou.

"Se ele tivesse segurança do que fez, ele viria aqui. Diria aos deputados, ao povo brasileiro que a Lava Jato teve um papel fundamental, como ele anda dizendo", declarou Correia.

O deputado disse, ainda, que caso a audiência fosse uma CPI (Comissão parlamentar de Inquérito), Dallagnol poderia terminar indiciado e preso. "Eu compreendo que ele não venha, porque se ele vier aqui não vai conseguir explicar e vai sair desmoralizado. Se fosse uma CPI, poderia sair preso."

Deputados da oposição colocaram uma placa com os dizeres "Dallagnol Fujão" no lugar reservado ao procurador - Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Deputados da oposição colocaram uma placa com os dizeres "Dallagnol Fujão" no lugar reservado ao procurador
Imagem: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Convocação para CPI das Fake News

Correia afirmou que espera que Dallagnol seja chamado pela CPI das Fake News, assim como o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), a quem chamou de "o fake news em pessoa".

"A Lava Jato em Curitiba estimulava a fake news. Então, ele vai ter que vir aqui na CPI explicar por que reproduzia fake news contra quem ele queria chantagear. Esse é um outro lado da história que ainda vai ser contado", declarou o deputado.

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