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Operação Lava Jato

Temer é vítima da queda de braço entre STF e Lava Jato, diz Marun

O ex-ministro da Secretaria de Governo Carlos Marun visita o ex-presidente Michel Temer  - Gabriel Sabóia -22.mar.2019/UOL
O ex-ministro da Secretaria de Governo Carlos Marun visita o ex-presidente Michel Temer Imagem: Gabriel Sabóia -22.mar.2019/UOL

Gabriel Sabóia

Do UOL, no Rio

22/03/2019 12h32Atualizada em 22/03/2019 12h32

O ex-ministro da Secretaria de Governo Carlos Marun visitou o ex-presidente Michel Temer (MDB) na sede da Polícia Federal na manhã de hoje pela segunda vez em 12 horas. Na saída do encontro, Marun --que já havia definido a prisão de Temer como "um erro do judiciário" ao chegar à sede da PF-- afirmou que o ex-presidente é "vítima da queda de braço entre o STF (Supremo Tribunal Federal) e a Lava Jato".

"Essa disputa busca demonstrar poder ao arrepio da lei, sem conformidade com o estado de direito. Talvez, o ex-presidente esteja sendo vítima disto", afirmou. Marun completou dizendo que "nesse confronto 'não republicano' o presidente é como o marisco diante do rochedo".

De acordo com ele, Temer se encontra em uma sala sem frigobar ou televisão, com uma cama e banheiro anexo. O ex-presidente estaria "triste porque tem consciência de tamanha injustiça" e teria manifestado, durante o encontro entre eles, que durou cerca de 20 minutos, preocupação com a mulher e os filhos.
De acordo com ele, Temer se mostrou indignado por ter sido definido por procuradores da Lava Jato como chefe de uma organização criminosa que atua há 40 anos. "É um homem que sempre teve bens compatíveis com os seus vencimentos. É por isso que ele não se conforma", justificou o ex-ministro.

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Na noite de ontem, Marun já havia conversado com Temer na PF do Rio, pouco depois da prisão. Hoje, ao chegar à PF, ele disse que o ex-presidente estava "muito triste" e definiu a denúncia que embasa a prisão, feita pela força-tarefa da Lava Jato como "um festival de ilações" e a detenção como "um erro do judiciário".

Marun, que apesar de advogado, não atua na defesa de Temer, disse que tem a prerrogativa da visita pela sua formação acadêmica e disse que o ex-presidente apresenta tristeza. "Como profundo conhecimento das leis, ele sabe que a prisão é injusta e se sente mal. Apesar disso, ele está sendo tratado com dignidade", disse.

Questionado se havia lido trechos da denúncia oferecida pela Justiça ou acompanhado a entrevista coletiva dada ontem por representantes do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, Marun disparou contra os procuradores da Lava Jato e contra o juiz Marcelo Bretas, responsável pela Lava Jato no Rio. "É um festival de ilações. O que os procuradores dizem pouco me interessa. Eu quero que eles provem algo."

O ex-ministro disse acreditar na soltura de Temer. "Esse foi um erro incrível do judiciário. Em breve o presidente estará solto e nós vamos corrigir esta injustiça", concluiu.

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