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Caso Marielle


Ministra nega transferência de policial denunciado por morte de Marielle

O policial militar Ronnie Lessa, acusado de matar Marielle Franco - Marcelo Theobald/Agência O Globo
O policial militar Ronnie Lessa, acusado de matar Marielle Franco Imagem: Marcelo Theobald/Agência O Globo

Do UOL, em São Paulo

16/09/2019 15h39

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou hoje uma transferência para o policial militar reformado Ronnie Lessa, denunciado pelos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

A defesa de Lessa, que atualmente está preso na Penitenciária Federal de Mossoró (RN), solicitou seu retorno a um presídio no Rio de Janeiro. Weber justificou a decisão com base no interesse da segurança pública, a partir de indícios de que Lessa teria participação em organização criminosa na Zona Oeste do Rio, com envolvimento em tráfico de armas, exploração de caça-níqueis, grupos de extermínio e ligação com milícias supostamente compostas por policiais militares da ativa.

As autoridades encontraram armas guardadas a mando de Lessa durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão. Weber ressaltou também que as decisões anteriores fundamentaram a manutenção da transferência na possível motivação política dos crimes praticados e no apontado risco de cometimentos de outros atentados.

Marielle e Anderson foram assassinados a tiros em 14 de março de 2018, no bairro do Estácio, Centro do Rio. Eles estavam dentro de um carro quando o crime aconteceu. A vereadora voltava de um evento chamado "Jovens Negras Movendo as Estruturas", na Lapa, também na região central, quando um carro emparelhou com o veículo em que ela estava e efetuou disparos.

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