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Caso Marielle


Saiba quem é quem no Caso Marielle

Marielle Franco na Câmara Municipal do Rio de Janeiro - Folhapress
Marielle Franco na Câmara Municipal do Rio de Janeiro Imagem: Folhapress

Flávio Costa

Do UOL, em São Paulo

30/10/2019 16h44

Resumo da notícia

  • Conheça os nomes das vítimas e dos investigados do Caso Marielle
  • Vereadora e motorista foram mortos em 14 de março de 2018 e até hoje o crime não foi solucionado

Na noite de 14 de março de 2018, a vereadora Marielle Franco (PSOL) e seu motorista, Anderson Gomes, foram assassinados em uma emboscada no bairro do Estácio, Rio de Janeiro.

Ontem, uma citação nominal ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) fez com que se especulasse sobre a possibilidade de o caso ser levado à alçada do STF (Supremo Tribunal Federal).

Conheça abaixo todos os envolvidos no caso de acordo com investigações da Polícia Civil e o Ministério Público do Rio, Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República:

As vítimas

Anderson e Marielle foram assassinados no dia 14 de março de 2018 - Arquivo Pessoal/Câmara Municipal do RJ
Anderson e Marielle foram assassinados no dia 14 de março de 2018
Imagem: Arquivo Pessoal/Câmara Municipal do RJ
Marielle Franco, vereadora do Rio em seu primeiro mandato pelo PSOL, e o motorista Anderson Gomes morreram a tiros de submetralhadora HK MP5, utilizada geralmente por forças de elite da polícia do Rio. Os tiros partiram de um Cobalt prata com placa clonada. Fernanda Chaves, assessora de Marielle, sobreviveu ao atentado.

Os acusados pelo atentado

Ronnie Lessa e Elcio de Queiroz são acusados de cometerem o atentado contra Marielle - POLÍCIA CIVIL RJ
Ronnie Lessa e Elcio de Queiroz são acusados de cometerem o atentado contra Marielle
Imagem: POLÍCIA CIVIL RJ
Quase um ano depois, a Polícia Civil do Rio prendeu dois homens: Ronnie Lessa, PM da reserva acusado de efetuar os disparos, e o ex-PM Élcio Vieira de Queiroz, acusado de dirigir o carro usado no atentado.

Recentemente, novas prisões foram efetuadas. Todas as pessoas são ligadas a Lessa e acusadas do sumiço da arma usada no crime, que teria sido jogada ao mar: Elaine Lessa e Bruno Figueiredo, mulher e cunhado do PM da reserva, além do empresário José Márcio Mantovano e o professor de artes marciais Josinaldo Lucas Freitas.

O miliciano Orlando Curicica e o vereador Marcello Sicilliano chegaram a ser considerados os principais suspeitos de serem os mandantes do atentado. Posteriormente, essa hipótese foi descartada pois o testemunho contra eles era falso.

Acusados de obstrução do caso

O político Domingos Brazão foi apontado como "arquiteto do homicídio de Marielle", pela PGR - Fabiano Rocha / Agência O Globo
O político Domingos Brazão foi apontado como "arquiteto do homicídio de Marielle", pela PGR
Imagem: Fabiano Rocha / Agência O Globo
Desde de outubro do ano passado, a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República), a Polícia Federal começou a investigar se houve ações para evitar a elucidação do caso. Baseada neste inquérito federal, a então procuradora-geral da República, Raquel Dodge, denunciou cinco pessoas por obstrução e apontou que o ex-deputado e conselheiro afastado Domingos Brazão (ex-MDB) "arquitetou o homicídio de Marielle." Ele nega.

As outras quatro pessoas denunciadas foram:

Outros suspeitos

Chefe do Escritório do Crime, "Capitão" Adriano está foragido da Justiça - Reprodução/Polícia Civil
Chefe do Escritório do Crime, "Capitão" Adriano está foragido da Justiça
Imagem: Reprodução/Polícia Civil
As investigações apontam que há indícios da participação de membros do Escritório do Crime no atentado. A quadrilha é ligada a milícias que atuam na zona oeste do Rio é formada por matadores de aluguel, que agem a mando, principalmente, do jogo do bicho.

Alguns dos integrantes do Escritório do Crime são:

UOL TRENDS: BOLSONARO E O CASO MARIELLE

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