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MP-RJ é contra federalização das investigações do caso Marielle Franco

O Ministério Público do Rio de Janeiro é contra a federalização do julgamento do assassinato de Marielle Franco e de Anderson Gomes - Mário Vasconcellos/CMRJ
O Ministério Público do Rio de Janeiro é contra a federalização do julgamento do assassinato de Marielle Franco e de Anderson Gomes Imagem: Mário Vasconcellos/CMRJ

Do UOL, em São Paulo

26/05/2020 18h45

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) apresentou novas provas ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ), contra a federalização das investigações do assassinato da vereadora Mariele Franco e do motorista Anderson Gomes ocorrido em março de 2018.

O pedido para julgamento em esfera federal do caso é da ex-procuradora-geral da República, Raquel Dodge, onde o principal argumento é a dificuldade da Polícia Civil do Rio de Janeiro e do MP-RJ em encontrar os mandantes da execução. Os familiares da vereadora são contra a medida por acharem que os avanços da investigação poderiam se perder caso fossem tirados das autoridades estaduais.

As novas provas recolhidas pelo Ministério Público estadual ainda não apontam os responsáveis pelo crime, mas foram apresentadas à ministra Laurita Vaz, do STJ, como um apontamento do avanço do caso. Também foi negado o sigilo do julgamento da federalização do caso, porém a ministra diz que irá manter confidencialidade dos elementos que não sejam pertinentes ao caso pedido pela Procuradoria-Geral da República.

A suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Polícia Federal, após a troca do superintendente do Rio de Janeiro, é um dos elementos citados pelos investigadores do Rio de Janeiro contra a federalização. A promotora Simone Sibilio, responsável pelos argumentos do MP-RJ, pretende apresentar em sustentação oral que a medida seria uma obstinação de Raquel Dodge para retirar o caso do RJ.

Caso Marielle