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Operação Lava Jato


Moro faz visita tumultuada ao Senado e se defende por mensagens com Deltan

Hanrrikson de Andrade e Guilherme Mazieiro

Do UOL, em Brasília

2019-06-11T15:17:05

2019-06-11T20:26:01

11/06/2019 15h17Atualizada em 11/06/2019 20h26

O ministro Sergio Moro (Justiça) se reuniu com senadores em um almoço fora da agenda. Segundo relato do anfitrião do encontro, senador Wellington Fagundes (PL-MT), a reunião estava marcada há 15 dias, e os parlamentares não questionaram Moro sobre os vazamentos.

Ainda assim, o ex-juiz da Lava Jato se pronunciou sobre as mensagens reveladas pelo The Intercept Brasil. Segundo o senador, Moro disse que as conversas foram coletadas de maneira "ilegal" e que isso é "criminoso". Moro também afirmou que desejava ser ministro e não se arrepende de ter deixado o cargo de juiz.

Moro disse que hackers têm possibilidade de entrar no celular como se fosse a fala dele. Se passando por ele [Moro]. Ou seja, ele desconstruindo completamente aquela verdade,

Wellington Fagundes (PL-MT), senador

Segundo o relato, Moro não foi questionado e não disse se as conversas eram falsas ou em quais trechos o hacker teria se passado por ele.

Logo no início, Moro quis falar sobre a divulgação de mensagens, mas a pedido dos senadores esperou até o fim da reunião, que durou duas horas.

Nos 20 minutos finais do encontro, Moro retomou o assunto e fez uma autodefesa. Participaram sa reunião os senadores Marcos Rogério (DEM-RO), Jorginho Mello (PL-SC), Zequinha Marinho (PSC-PA), Juíza Selma (PSL-MT), Jayme Campos (DEM-MT).

Reprodução
Moro se dispõe a prestar esclarecimentos ao Senado sobre conversas vazadas Imagem: Reprodução

A presença do ex-juiz federal na Casa acabou provocando tumulto nos corredores. Ao deixar o gabinete do bloco, ele teve dificuldades para se retirar e ouviu gritos de "juiz corrupto" e "qual é o seu partido, Moro?".

O ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) irá em 19 de junho, às 9h, ao Senado prestar esclarecimentos sobre as conversas com o procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol.

O ex-juiz federal será ouvido na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), onde esteve em março para explicar o pacote anticrime enviado ao Congresso.

Errata: o texto foi atualizado
O ministro Moro vai ao Senado na próxima quarta-feira, dia 19, e não no dia 16 como informava a versão inicial deste texto. O texto foi corrigido.

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