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PF investiga invasão a celulares da Lava Jato, diz Moro a Bolsonaro

Gabriela Bilá/Estadão Conteúdo
Imagem: Gabriela Bilá/Estadão Conteúdo

Nathan Lopes

Do UOL, em São Paulo

2019-06-11T14:38:06

11/06/2019 14h38

No encontro que teve na manhã de hoje com o presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Justiça e ex-juiz federal Sergio Moro "rechaçou a divulgação de possíveis conversas privadas obtidas por meio ilegal", segundo nota divulgada pela pasta. Moro também indicou que a PF (Polícia Federal) está investigando "a invasão criminosa de celulares de juízes, procuradores e jornalistas".

Bolsonaro e Moro se encontraram pela primeira vez depois da divulgação das mensagens antes de um evento, em Brasília, em que o ministro foi condecorado. Os dois ficaram sentados lado a lado durante a cerimônia, que teve a participação de outros ministros como Paulo Guedes (Economia) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil).

Conversas entre Moro e procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato foram divulgadas no último domingo (9) pelo site "The Intercept Brasil". Os diálogos foram feitos no Telegram. O site diz que as mensagens foram repassadas por uma fonte.

O presidente e o ex-juiz ficaram juntos por cerca de meia hora antes do evento da condecoração. O encontro não estava previsto na agenda e Bolsonaro nem na de Moro

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Telegram nega invasão

Mais cedo, o aplicativo de mensagens Telegram disse que não há evidências de que seu sistema tenha sido hackeado ao comentar o caso envolvendo o ex-juiz federal e a Lava Jato.

Em resposta a uma pergunta feita por um brasileiro no Twitter, que questionou se o aplicativo foi hackeado, a conta do Telegram no microblog disse em inglês que "não há evidência de nenhuma invasão". "É mais provável que tenha sido malware [um tipo de vírus] ou alguém que não esteja usando uma senha de verificação em duas etapas".

Antes, Moro usou sua página no Twitter e indicou acreditar que sua conta no Telegram havia sido hackeada. Ele disse que, "além de juízes e procuradores, jornalistas também tiveram celulares hackeados pelo mesmo grupo criminoso".

O atual ministro nega ter dado orientação a procuradores da Lava Jato e diz que o fato grave é a invasão criminosa de celulares. "Ali, basta ler o que se tem lá [para ver que não há orientação]... o fato grave é a invasão criminosa dos celulares dos procuradores. E está havendo muito sensacionalismo em torno dessas supostas mensagens", disse ele ontem, em Manaus.

A Lava Jato também declarou acreditar que mensagens tenham sido hackeadas. Com a invasão, teriam sido clonados aparelhos celulares e contas em aplicativos de comunicação instantânea, o que resultou no vazamento de mensagens trocadas entre procuradores. Em nota, a força-tarefa comentou que o "modo de agir agressivo, sorrateiro e dissimulado do criminoso é um dos pontos de atenção da investigação".

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