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Operação Lava Jato

Paulinho da Força é denunciado por caixa dois em campanhas eleitorais

O deputado federal foi denunciado por falsidade ideológica eleitoral, conhecida como caixa dois -  Mathilde Missioneiro/Folhapress
O deputado federal foi denunciado por falsidade ideológica eleitoral, conhecida como caixa dois Imagem: Mathilde Missioneiro/Folhapress

Do UOL, em São Paulo

13/10/2020 17h27

O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) ofereceu denúncia hoje contra o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP) por suspeitas de irregularidades nas campanhas eleitorais à Câmara dos Deputados e à Prefeitura de São Paulo. No âmbito da Justiça Eleitoral, Paulinho foi denunciado por falsidade ideológica eleitoral, conhecida como caixa 2, além de corrupção e lavagem de dinheiro.

As denúncias são um desdobramento de investigações da PF (Polícia Federal) ainda na primeira fase da Lava Jato. Em julho deste ano, a Operação Dark Side realizou buscas no gabinete do parlamentar em Brasília, em seu apartamento e ainda na sede da Força Sindical, na capital paulista.

Como consequência, Paulinho da Força já havia sido indiciado pelos mesmos crimes que foi denunciado agora pelo MP-SP.

A PF investigou a suspeita de caixa dois nas campanhas eleitorais de Paulinho à reeleição na Câmara dos Deputados, em 2010, e também antes do pleito de 2012 à Prefeitura de São Paulo, quando o parlamentar não avançou ao segundo turno.

A investigação da Operação Dark Side teve como base a delação premiada de executivos do grupo J&F, controlador da indústria de alimentos JBS. A PF apurou que o deputado teria recebido R$ 1,7 milhão via caixa dois.

Além de deputado desde 2006, Paulo Pereira da Silva também é presidente nacional do Solidariedade e ficou conhecido como Paulinho da Força por ter sido presidente da Força Sindical. Atualmente, ele é presidente licenciado da central sindical.

Condenação recente

No início de junho, o deputado foi condenado a dez anos e dois meses de prisão pelo STF (Superior Tribunal Federal) em julgamento por supostos crimes cometidos em 2007 e 2008, quando indicou duas pessoas para o conselho de administração do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Paulinho da Força foi condenado a cumprir a pena em regime fechado pelos crimes de crimes de lavagem de dinheiro, associação criminosa e crime contra o Sistema Financeiro Nacional. Além disso, o STF determinou a perda do mandato de deputado federal.

À época da condenação, a defesa de Paulinho afirmou que ele foi vítima de tráfico de influência e disse que ia recorrer da decisão.

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