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Caso Marielle


PSOL muda nota e diz que miliciano era chave para revelar crimes de Queiroz

O ex-PM Adriano Magalhães da Nóbrega - Reprodução/Polícia Civil
O ex-PM Adriano Magalhães da Nóbrega Imagem: Reprodução/Polícia Civil

Do UOL, em São Paulo

09/02/2020 13h19Atualizada em 09/02/2020 14h43

A Executiva Nacional do PSOL mudou a versão da nota divulgada hoje após a morte do miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, acusado de comandar a milícia de Rio das Pedras, zona oeste da capital fluminense, e que já foi considerado suspeito de envolvimento nas mortes da vereadora Marielle Franco e do seu motorista, Anderson Gomes.

O trecho que antes dizia que "Adriano da Nóbrega era peça chave para revelar os mandantes do assassinato de Marielle e Anderson" foi alterado para "Adriano da Nóbrega era peça chave para revelar diversos crimes, incluindo aqueles envolvendo [Fabrício] Queiroz e Flávio Bolsonaro".

Fabrício Queiroz é investigado pelo MP (Ministério Público) do Rio de Janeiro por suposta prática de "rachadinha" no antigo gabinete do senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio). Segundo o MP, Queiroz usou contas bancárias controladas por Adriano da Nóbrega para lavar parte dos recursos obtidos no esquema, e o miliciano teria ficado com parte de salários de parentes empregados por Flávio na Alerj.

O PSOL diz ainda que, através de sua Executiva Nacional, de sua direção regional Bahia e de parlamentares, irá solicitar uma audiência com a SSP (Secretaria de Segurança Pública) da Bahia para obter mais informações sobre a morte do miliciano.

"Avaliaremos medidas que envolvam autoridades nacionais. Seguimos exigindo respostas e transparência para pôr fim à impunidade".

Segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública da Bahia), Adriano estava escondido em uma propriedade na zona rural na cidade de Esplanada (a 160 km de Salvador).

No momento do cumprimento do mandado de prisão, ele teria reagido com disparos de arma de fogo e foi alvejado. Segundo a polícia, Adriano portava uma pistola austríaca calibre 9mm —além dela, havia mais três armas no imóvel.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, Nóbrega relatou nos últimos dias ao seu advogado ter "certeza" de que queriam matá-lo para "queimar arquivo".

De acordo com a SSP, o ex-PM chegou a ser socorrido para um hospital da região.

Ex-capitão do Bope (Batalhão de Operações Especiais), Nóbrega é acusado de comandar a milícia de Rio das Pedras, zona oeste da capital fluminense. Ele estava foragido havia mais de um ano.

Veja a íntegra da nota do PSOL:

NOTA PÚBLICA

Na manhã deste domingo ficamos sabendo pela imprensa que Adriano da Nóbrega, miliciano ligado a Flávio Bolsonaro e um dos chefes da milícia conhecida como Escritório do Crime, foi morto pela polícia na Bahia. Adriano estava foragido e a milícia da qual fazia parte era suspeita de envolvimento no assassinato de nossa companheira Marielle Franco e Anderson Gomes.

A Executiva Nacional do PSOL exige esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte do miliciano e, através de sua Executiva Nacional, de sua direção regional Bahia e parlamentares, solicitará uma audiência com a Secretaria de Segurança Pública daquele estado para obter maiores informações, uma vez que Adriano da Nóbrega era peça chave para revelar diversos crimes, incluindo aqueles envolvendo Queiroz e Flávio Bolsonaro. Avaliaremos medidas que envolvam autoridades nacionais. Seguimos exigindo respostas e transparência para pôr fim à impunidade.

Executiva Nacional do PSOL
São Paulo, 9 de fevereiro de 2020

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