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Operação Lava Jato

Após Temer, Moreira Franco também entra com pedido de liberdade

Nathan Lopes

Do UOL, em São Paulo

22/03/2019 14h41Atualizada em 22/03/2019 15h14

O ex-ministro Moreira Franco (MDB) entrou com pedido de liberdade na segunda instância da Justiça Federal no começo da tarde de hoje. Ele foi preso ontem no âmbito da Operação "Descontaminação", que também deteve o ex-presidente Michel Temer (MDB).

O documento, de 27 páginas, foi apresentado pelo advogado Antonio Sergio Altieri de Moraes Pitombo e sua equipe.

O pedido está sob responsabilidade do desembargador Antonio Ivan Athié, do TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região). Ele também irá analisar pedido semelhante feito pelo ex-presidente Temer ontem à noite. Não há prazo para que ele se manifeste sobre os dois habeas corpus.

A prisão do ex-ministro, por tempo indeterminado, foi uma decisão do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal no Rio. Ele atendeu pedido da força-tarefa da Operação Lava Jato no MPF (Ministério Público Federal) no Rio.

No recurso, os advogados argumentam que a questão deveria ser julgada pela Justiça Eleitoral, pois haveria o envolvimento de doações não declaradas ao MDB.

Moreira Franco é o quinto ex-governador do Rio preso em menos de três anos. Segundo o MPF, ele estaria envolvido em esquemas de corrupção em contratos de Angra 3.

A defesa critica a ação do MPF, dizendo que, das 5.000 páginas de documentos que foram apresentadas, não há nenhuma "página apta a demonstrar vínculo, direto ou indireto, do paciente [Moreira] com os supostos ilícitos". Para a defesa, a prisão é "baseada em ilações".

Após passar a primeira noite na prisão, o político comeu pão com manteiga e tomou um copo de café com leite no café da manhã.

Além de Moreira Franco e Temer, também entrou com pedido de liberdade o empresário Vanderlei de Natale, amigo do ex-presidente. Sua defesa pediu que a prisão seja substituída por medidas cautelares. Entre os argumentos, estão problemas de saúde do empresário.

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