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Ricky Hiraoka


Andrea Natal: "Baile do Copa é um Cirque du Soleil com um pouco de loucura"

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Sabrina Sato e Andrea Natal, no baile do Copacabana Palace, no Rio Imagem: Divulgação
Ricky Hiraoka

Formado em jornalismo pela USP e pós-graduado em roteiro pela FAAP, Ricky Hiraoka foi colunista social na revista VEJA SÃO PAULO e na L'Officiel, colaborador de títulos como Glamour, Estilo e Boa Forma e apresentador da TV Marie Claire. Como roteirista, escreveu as séries Z4 (SBT/Disney), Eu, Ela e Um Milhão de Seguidores (Multishow), alem do reality show Fábrica de Casamentos (SBT/Discovery) e o humorístico Ceará Fora da Casinha (Multishow).

2019-02-14T04:00:00

14/02/2019 04h00

Personificação de elegância e sofisticação, Andrea Natal, diretora geral do Copacabana Palace, é uma figura ímpar do Carnaval carioca. Além de planejar o Baile do Copa desde 1996, ela marca presença nos camarotes da Sapucaí (confira programação dos desfiles) para prestigiar os desfiles, vez ou outra, solta a voz e canta no Bloco do Copa e agora vai se arriscar tocando tamborim em um bloquinho, o Balanço Zona Sul, que sairá no dia 5 de março.

"Meu professor de tamborim toca nesse bloco e me chamou para ser madrinha, mas já avisei que não sei sambar", ri. Andrea pode não ter samba no pé, mas tem muito gingado para colocar de pé o Baile do Copa, que reúne cerca de 2.000 pessoas por ano. Na entrevista a seguir, ela revela mais sobre esse trabalho e conta curiosidades da festa.

UOL - Como você começou a organizar o Baile do Copa?

Andrea Natal - O Baile do Copa parou nos anos 1970 e só voltou em 1993. Eu tive uma passagem pelo hotel no fim dos anos 1980, mas me mudei do Brasil para acompanhar meu marido num trabalho. Quando voltei ao Rio, em 1996, fui trabalhar novamente no Copacabana Palace, e o Baile do Copa não era metade do que é hoje. Inicialmente, eu era da área de rooms. Não tinha nada a ver com eventos. Eu pedia mais coisa para fazer e, uma das coisas que meu chefe me deu, foi que eu organizasse a recepção do baile. Eu ficava com a equipe que checava dress code. Então, comecei a me envolver com o evento, acompanhava a decoração. Sempre curti essas coisas de criatividade, de fazer festas. Até hoje me envolvo totalmente. Em maio, começo a pensar o que vou aprontar no ano seguinte.

Como você pensa e planeja o baile?

O Baile do Copa é um Cirque du Soleil com um pouco de loucura. Pensamos em temas divertidos que estejam no radar das pessoas. Nestes 23 anos, nunca tínhamos homenageado a Itália, onde o grupo que gerencia o Copacabana Palace tem seis hotéis. Itália é o país da moda feminina, e temas femininos estão em voga. Ultimamente, só falamos de mulher, de ter mais mulher no poder, mais representatividade feminina... Fiz um bololô desses assuntos, aproveitei que o italiano tem essa figura da mamma como um símbolo muito forte na cultura mundial para criar a edição mais feminina do Baile do Copa. Neste ano, o Baile vai ter um pouco do universo do (cineasta Federico) Fellini com mulheres de seios fartos com decote... Aguarde!

O que podemos esperar da cenografia deste ano, com o tema Dolce Carnavale?

Queremos transformar parte do ambiente numa Piazza San Marco. Vai ter um pouco de romance de Veneza com gondoleiros, vai ter um pouco da Toscana. Vamos colocar um pomar de limão siciliano também.

O baile é famoso por suas rainhas. Já pensaram em ter um rei?

Não sei se um homem se prestaria a fazer toda essa cena que a rainha faz, cumprimentando todos, sendo sempre simpático. Duvido que o Cauã Reymond, por exemplo, faria isso. O Pedro Scooby , quando a Luana Piovani foi rainha, incorporou total o personagem de rei. Ele veio com turbante, olhos pintados, falou com todos. Acho também que seria estranho ter um rei porque a mulher tem dificuldade de ser coadjuvante no Carnaval. A mulher sambando é lindo, já o homem... 

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Isis Valverde e Andrea Natal no Baile do Copa Imagem: Divulgação

O que você gostaria de fazer no Baile do Copa que ainda não fez?

Queria trazer a ala das baianas para fazer uma apresentação na frente do Copa. Minha ideia é fechar a avenida Atlântica e colocar as baianas da Mangueira e da Portela. Isso seria meu sonho. Outra coisa que gostaria muito é que a turma do sereno (as pessoas que ficam na rua vendo os famosos chegarem ao Baile do Copa) tivesse uma arquibancada. Seria legal também se a gente distribuísse brindes, sorteasse presentes para quem está lá fora, trouxesse o popular mais bem vestido para dentro do Baile. 

Quais histórias mais marcantes você já viveu com famosos no Baile do Copa?

Tive que entrar com Rodrigo Santoro pela cozinha do hotel para que ele pudesse chegar até a festa. Foi impossível ele entrar pelo red carpet por causa do assédio. Gerard Butler também causou frisson há dez anos. Ele foi supersimpático e foi muito assediado. Ele não conseguia andar pela festa. Arrumei uma máscara para ele ter um pouco de privacidade e curtir o Baile do Copa.

Baile do Copa
Quando: 2 de março, às 22h
Preços por pessoa: R$ 2.100 (avulso), R$ 3.040 (salão Nobre), R$ 3.990 (Golden Room), R$ 5.786 (camarote, mínimo de dez pessoas). 
Mais informações: www.belmond.com/copacabanapalace