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Ricky Hiraoka


Poli Veiga, da X-9: "Mulher tem que ter postura para não ser assediada"

Divulgação
Poli Veiga, musa da X-9 Paulistana Imagem: Divulgação
Ricky Hiraoka

Formado em jornalismo pela USP e pós-graduado em roteiro pela FAAP, Ricky Hiraoka foi colunista social na revista VEJA SÃO PAULO e na L'Officiel, colaborador de títulos como Glamour, Estilo e Boa Forma e apresentador da TV Marie Claire. Como roteirista, escreveu as séries Z4 (SBT/Disney), Eu, Ela e Um Milhão de Seguidores (Multishow), alem do reality show Fábrica de Casamentos (SBT/Discovery) e o humorístico Ceará Fora da Casinha (Multishow).

2019-02-22T04:00:00

22/02/2019 04h00

Na fauna carnavalesca, Poli Veiga, musa da ala dos compositores da X-9 Paulistana, acredita ser uma espécie diferenciada. Ela afirma que mostrará no Anhembi uma alegria de viver que só quem é do Pará possui. "A mulher paraense emana luz por onde passa e conquista e encanta todos ao redor", relata Poli, que foi criada em Parauapebas. "A gente atrai olhares em qualquer ambiente."

Apesar de se ver como centro das atenções, Poli diz que não atrai a inveja feminina. Pelo contrário. Ela se vê como um modelo de inspiração. "Estou diariamente nas redes sociais incentivando as mulheres a serem mais empoderadas, além de dar dicas de como deixar o bumbum mais torneado. Recebo muitas mensagens positivas de seguidoras", conta.

A beleza e o carisma de Poli não lhe trouxeram problemas nem no competitivo mundo das musas das escolas de samba, que se estapeiam por um flash. "Tinha a preocupação de que as outras musas da X-9 não fossem gostar de mim, mas não tive nenhuma rejeição. Todas as passistas me abraçam", diz.

Poli promete causar furor ao entrar no Anhembi (veja a programação dos desfiles de São Paulo) vestindo apenas um triquini com adornos feitos com escamas de pirarucu. "Vou vir com pouquíssima roupa mesmo, mas estarei homenageando minha terra com os acessórios que foram confeccionados pela tribo indígena Amanayé", diz.

Apesar de desfilar seminua, Poli tem certeza de que não será alvo de cantadas grosseiras. "Você sabendo se posicionar, o cara olha para você e se intimida", conta. "Mulher tem que ter postura para não ser assediada."

Diferentemente de outras musas do Carnaval que apontam Sabrina Sato, Luiza Brunet e Luma de Oliveira como fonte de inspiração para se apresentarem na avenida, Poli prefere observar os passos da cantora norte-americana Beyoncé para saber como desfilar. "Ela é poderosa, autêntica e tem presença de palco. Tento transmitir o mesmo que ela passa para o público."