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Ricky Hiraoka


Baile do Copa: uma festa onde mais é mais e o tédio não existe

Ricky Hiraoka

Formado em jornalismo pela USP e pós-graduado em roteiro pela FAAP, Ricky Hiraoka foi colunista social na revista VEJA SÃO PAULO e na L'Officiel, colaborador de títulos como Glamour, Estilo e Boa Forma e apresentador da TV Marie Claire. Como roteirista, escreveu as séries Z4 (SBT/Disney), Eu, Ela e Um Milhão de Seguidores (Multishow), alem do reality show Fábrica de Casamentos (SBT/Discovery) e o humorístico Ceará Fora da Casinha (Multishow).

03/03/2019 05h49

Pergunte a qualquer promoter ou relações-públicas qual é o segredo de uma festa e ele responderá que o mix de gente é um elemento importantíssimo na receita de qualquer celebração. Mas quem é frequentador assíduo de eventos sabe que esse chavão não representa a realidade dos mailings, que tendem a repetir turmas e, dificilmente, surpreendem.

O Baile do Copa nada na contramão da mesmice. Celebridades globais podem até fazer a alegria dos fotógrafos no tapete vermelho, mas os convidados anônimos que capricham na fantasia são aqueles que não passam despercebidos. Ali vale tudo em nome do Carnaval. Discrição é palavra que não faz parte do manual de comportamento dos festeiros, que se jogam sem pudor. Todos pecam pelo excesso. Diversão e descontração imperam. Nada é ridículo. Tudo é uma festa. "Aqui é um ótimo lugar para fazer laboratório para personagem", analisa a atriz Regiane Alves, que fez seu debut no Baile do Copa e adorou tudo o que viu.

Com uma cenografia caprichadíssima e ousada, com gôndolas e reproduções de estátuas do escultor Michelângelo, o Baile do Copa pretendia homenagear a Itália. Segundo o ator Bruno Cabrerizo, que é ítalo-brasileiro e há anos vive em Milão, o objetivo foi alcançado. "As referências estão em toda parte e, pela comida que provei aqui, posso dizer que a massa que estão servindo não fica a dever à massa que comemos na Itália", afirmou.

Mais do que um ambiente bem decorado e um serviço de qualidade, o Baile do Copa brinda os convidados com um clima de euforia. A pista ferve o tempo todo ao som de marchinhas, axé e sambas. O espaço é tomado por turmas diversas. Senhores de idade, gringos, gente vinda do interior, famosos... Todos dançam e cantam a plenos pulmões. No meio de tanta gente, o ex-ministro da Cultura do governo Temer, Marcelo Calero, era um dos mais animados. Ele evoluía descontraidamente com um belo grupo de amigos. 

Mais adiante, Ana Paula Araújo e Renata Ceribelli estavam juntas. Reunião de pauta? Nada disso. As colegas do jornalismo da Globo comandavam uma das rodas de dança mais animadas. A farra é tão intensa que às três da manhã a socialite Narcisa Tamborideguy já estava pedindo arrego. "Quero ir para casa para colocar Havaianas."

Só quem foi capaz de dispersar a multidão e atrair toda a atenção do Baile do Copa foi a atriz Deborah Secco, escolhida para ser a rainha desta edição da festa. Ela surgiu num maiô fio dental e atraiu câmeras indiscretas que se aglomeravam em busca de um clique mais íntimo do derrière da estrela. No meio do empurra-empurra para conseguir o melhor ângulo de Deborah, uma senhora perguntou em espanhol: "Todo o mundo está fotografando essa mulher por que ela está quase pelada?" "Ela é uma atriz muito famosa e está vestida assim por ser Carnaval. E no Carnaval pode tudo", explicaram para a senhora.

É... No Carnaval pode tudo e, no Baile do Copa, o limite não existe.