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Meio Ambiente

Dilma diz que Brasil é o país que mais tem feito para cortar emissão de CO2

Do UOL, em São Paulo

24/09/2013 17h09Atualizada em 15/04/2015 14h25

A presidente Dilma Rousseff disse que o processo de transformação do Brasil tem a sustentabilidade ambiental como uma condição imprescindível, nesta terça-feira (24), em Nova Iorque, na abertura do Foro Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável “Building the future we want: from Rio+20 to the Post-2015 Development Agenda" (Construindo o futuro que queremos: da Rio+20 a Agenda de Desenvolvimento pós 2015).

“Estamos empenhados em levar adiante esse processo de transformação do Brasil tendo a sustentabilidade ambiental como uma condição imprescindível. Esse compromisso com a proteção ambiental se reflete, por exemplo, no fato de sermos, de acordo com as Nações Unidas, o país que mais tem feito pela redução das emissões de gás de efeito estufa”, disse.

Os gases como CO2 e metano causam o aquecimento global, que provoca extremos climáticos em todo o mundo: invernos mais frios, verões mais quentes, chuvas mais constantes e secas mais pronunciadas.

Dilma afirmou que o compromisso do Brasil na Rio+20 está assentado em políticas nacionais que dão suporte a ação externa do país, tais como a luta contra o desmatamento, a matriz energética renovável e as práticas sustentáveis na agricultura

Vale lembrar que o acumulado da perda de floresta na Amazônia entre agosto de 2012 e julho de 2013 subiu pela primeira vez em cinco anos - 34,84% superior à taxa do período anterior. O total das áreas desmatadas ou degradadas em agosto de 2013 foi de 289 km², mais que julho (217 km²) e junho (210 km²). Em agosto de 2012, o índice foi de 522.34 km².

Cerca de 45% da matriz energética brasileira é renovável, produzida por usinas hidrelétricas e por biocombustíveis, enquanto a média internacional é de 13%. Apesar disto, o uso de termelétricas tem sido constante quando falta energia hidrelétrica - por secas em reservatórios, por exemplo. A própria presidente já alertou para o perigo no aumento do uso desta fonte de energia que gera muito mais CO2.

Já para reduzir as emissões na agricultura, além de recuperar e proteger florestas de áreas rurais nos biomas Amazônia e Mata Atlântica, o governo federal lançou o Projeto Agricultura Sustentável para o Desenvolvimento Rural, que vai beneficiar mais de 3.700 produtores rurais de 70 municípios brasileiros. A Inglaterra já anunciou o investimento de R$ 80 milhões a fundo perdido (o recurso não precisará ser devolvido) no projeto.

O Fórum

Participaram da reunião o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, o novo presidente da Assembleia Geral, John Ashe, e a chefe do Fundo Monetário Internacional, FMI, Christine Lagarde.

O Brasil é um dos fundadores do Fórum ao lado da Itália. O objetivo do encontro é promover mais esforços globais para a realização de políticas sustentáveis na economia. 

Antes da reunião, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, falou sobre a importância de conceitos como inovação e tecnologia na formulação de medidas para o desenvolvimento sustentável.

"A nossa expectativa não só naquilo que é agenda de ameaças como a questão climática, renovação tecnológica associada cada vez mais a isso, mas naquilo que é a agenda de tranformação. A agenda que se espera na qual você pode aproximar os povos de países desenvolvidos e países em desenvolvimento, de economias emergentes em torno desta questão da sustentabilidade e dos ganhos, principalmente em relação à saúde, à produção de alimentos, à geração de energia renováveis. Isso tudo está ligado à inovação tecnológica."

O Fórum sobre Desenvolvimento Sustentável acompanha as resoluções da Conferência Rio + 20, realizada em 2012 no Rio de Janeiro.

O novo presidente da Assembleia Geral afirmou que o fórum deve ser estratégico e visionário, e que deve ter um impacto real para mudar a vida dos cidadãos.

As decisões do Fórum serão encaminhadas numa declaração intergovernamental. O grupo deverá se reunir anualmente em nível ministerial e a cada quatro anos com uma cimeira de chefes de Estado e Governo.